Da infância à Copa do Mundo, trajetórias dos atletas paraibanos reforçam a importância das instituições de ensino na democratização do acesso ao esporte
Enquanto os olhos dos torcedores estão voltados para os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, duas histórias ajudam a colocar a Paraíba em evidência. Matheus Cunha e o lateral Douglas Santos, paraibanos que hoje atuam no mais alto nível do futebol mundial, mas que tiveram seus primeiros contatos com o esporte ainda durante a vida escolar.
Antes dos grandes estádios, dos centros de treinamento e das competições internacionais, existiram as quadras, os recreios, os torneios estudantis e os professores que incentivaram os primeiros passos. Uma etapa muitas vezes esquecida quando se observa apenas o sucesso alcançado no esporte profissional.
No caso de Matheus Cunha, a relação com a escola permaneceu mesmo após a consolidação da carreira. Em uma visita à Paraíba há cerca de dois anos, o atacante retornou ao Marista Pio X, instituição no bairro do Tambiá, onde estudou, para reencontrar amigos e participar de uma partida com ex-alunos, em um momento marcado pela nostalgia e pelo reconhecimento das suas origens.
Fotos da infância mostram o jogador ainda criança participando de atividades esportivas, muito antes de vestir a camisa da Seleção Brasileira. Registros que ajudam a contar uma história compartilhada por milhares de jovens brasileiros que encontram no ambiente escolar as primeiras oportunidades de desenvolver habilidades esportivas.
A trajetória de Douglas Santos segue caminho semelhante. Natural da Paraíba, o lateral também iniciou sua relação com o futebol ainda na infância, período em que a escola desempenhou papel importante ao proporcionar experiências de convivência, competição e desenvolvimento esportivo.
Mais do que formar atletas, especialistas destacam que o esporte dentro das instituições de ensino contribui para a formação integral dos estudantes. Disciplina, trabalho em equipe, respeito às regras, capacidade de lidar com desafios e desenvolvimento socioemocional são algumas das competências estimuladas por meio da prática esportiva.
Além disso, o ambiente escolar costuma representar uma das principais portas de entrada para o esporte organizado, especialmente para crianças e adolescentes que não possuem acesso a clubes ou escolinhas particulares. É nesse contexto que professores e educadores frequentemente identificam potenciais, estimulam talentos e incentivam a permanência dos jovens em atividades saudáveis e colaborativas.
Para educadores, histórias como as de Matheus Cunha e Douglas Santos ajudam a reforçar a importância do investimento contínuo em atividades esportivas dentro das escolas. Embora poucos estudantes alcancem o futebol profissional, os benefícios da prática esportiva impactam positivamente a trajetória de todos os participantes.
“Quando observamos trajetórias como as de Matheus e Douglas, percebemos que o esporte vai muito além da formação de atletas. A escola é, muitas vezes, o primeiro ambiente em que crianças e adolescentes têm contato com valores como disciplina, respeito, trabalho em equipe e perseverança. Mesmo para aqueles que não seguirão carreira no esporte, essas experiências contribuem significativamente para a formação pessoal e cidadã”, afirma Jaqueline Palmeira, Coordenadora de esportes do Colégio Marista Pio X.
Em meio à repercussão da Copa do Mundo, as histórias dos dois paraibanos também servem como lembrete de que grandes conquistas costumam começar em espaços simples. Muitas vezes, o caminho para os maiores palcos do esporte mundial tem início em uma quadra escolar, durante uma aula de educação física ou em uma partida disputada entre amigos.
Fonte – Ascom Colégio Marista Pio X
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