Moradores da cidade de Lucena continuam usando as redes sociais para questionar os gastos absurdos de dinheiro público na Câmara Municipal, pelo presidente Mersinho da UP. A mais nova reclamação diz respeito a locação de tabletes, custando aos cofres públicos do Poder Legislativo recursos na ordem mensal de R$ 4 mil.
Alguns dos moradores enaltecem a atitude da Câmara Municipal em fiscalizar a gestão do prefeito Léo Bandeira, no entanto, questionam a inexistência de órgãos na fiscalização dos gastos do Poder Legislativo, quando são repassados pelo Poder Executivo mensalmente duodécimo em torno de R$ 300 mil, dinheiro este que é gasto praticamente em toda a sua totalidade no mês recebido.

A Câmara Municipal de Lucena tem apenas três funcionários efetivos, gerando um custo mensal na folha de pagamento na ordem de R$ 4.954,00. enquanto somente com pagamento com cargos comissionados o custo mensal chega a R$ 59.394,00.
No caso específico da locação dos tablets, documento conseguido junto ao Tribunal de Contas do Estado da Paraiba (TCE-PB), detalha que os produtos foram adquiridos junto ao fornecedor Josenildo Cândido da Silva Júnior (CNPJ – 60260249000168).
Ao TCE-PB, a Câmara Municipal de Lucena detalha que o custo de R$ 4 mil não é exclusivo para a locação de tablets, bem como “prestação de serviços de Apoio Legislativo, incluindo locação de tablets e de licença de software para o sistema de gestão do Processo Legislativo, com funcionalidades de votação eletrônica, Painel de Transmissão e Organização Publicação Web das Sessões Plenárias e Manutenção Permanente do Banco de Dados”. Essa descrição, no entanto, corresponde ao mês de julho passado, nomenclaturas e especificações consideradas não convincentes aos moradorees responsáveis pelas críticas.
O Presidente da Câmara Municipal, vereador Mersinho da UP foi procurado pela equipe do BLOG DO MARCOS LIMA para comentar as críticas feitas pelos moradores. Ele admitiu a locação dos tablets, no entanto justificou informando que o valor de R$ 4 mil gasto pelo Poder Legislat engloba o plenário digital, que é a votação digital, todo o acervo de transmissão, alegando que não é apenas o aluguel dos tablets.
O vereador disse se encontrar na zona rural de Lucena e não mais atendeu aos telefones da reportagem.