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Um palhaço em todo lugar (OPINIÃO)

O Dia do Palhaço é 10 de Dezembro, mas, em todos os cantos do planeta raramente você deixa de encontrar um em qualquer dia da semana. Os três principais e mais tradicionais tipos de palhaços na história da arte circense são o Palhaço Branco (ou Clown), o Augusto e o Palhaço de Personagem (ou Vagabudo/Tranpo).

Quando se fala em palhaço o que você imagina? Uma pessoa com o rosto pintado, nariz vermelho… Entretanto, em uma rápida pesquisa pela internet, é possível identificar tipos e definições diferentes do que é e como atua o palhaço. Só para exemplificar, certamente você já ouviu nomes como Bozo, Carequinha, Tiririca, Patati Patatá, Pimpão e Carlitos, feito por Charles Chaplin. São exemplos clássicos de que os palhaços podem ser versáteis e diferentes.

Nas ruas centrais das principais cidade da Paraíba e do Brasil não se tornam dificeis você encontrar alguém fantasiado de palhaço. Em municípios paraibanos, também, isto não é uma raridade e, porque não citar, a cidade de Lucena, no litoral norte paraibano, onde figuras transformadas em defensores da população, de formas desengonçadas, tentam passar para os municípes, em total desrespeito aos artistas circenses, palhaçadas que nada contribuem para a cultura local, estadual e/ou nacional.

Ser palhaço é velar a própria humanidade através do riso, da vulnerabilidade e da coragem de errar, é resgatar o olhar puro da infância, o espanto com o mundo e a liberdade de brincar. 

O palhaço merece respeito. Ser um verdadeiro palhaço é defender a cultura. É defender o artista! Falsos profetas apesar de se fantasiar com suas palhaçadas, estão muito além sequer de se enquadrar em qualquer dos três tipos de palhaços citados. São apenas ilustração de uma mentira fantasiada pela ganância, arrogância e prepotência, principalmente em períodos eleitorais.

EM TEMPO: Se a carapuça recair sobre algum suposto palhaço, o artigo se trata apenas de mera coincidência.

Por Marcos Lima

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