Apesar de frequentemente apresentarem maior nível de escolaridade, as mulheres enfrentam barreiras para ingressar e alcançar cargos de liderança ou chefia em âmbito nacional. Em Lucena(PB), por exemplo, essa tese poderia ser quebada caso houvesse a união entre as cinco vereadoras que integram o parlamento, na eleiçao para o segundo biênio do Poder Legislativo local, ocorrida no último dia 2.
É que, em maioria (5×4), as mulheres optaram em reconduzir à Presidência da Câmara Municipal um homem (vereador Mersinho da UP), demonstrando, assim, fragilidade e deixando de lado o que as mulheres sempre tem cobrado: igualdade de direitos e ocupação maior dos espaços políticos, já que, no país, são majoritariamente ocupados por homens. Pevaleceu o jogo de interesse.
A falta de diálogo político entre si, com a eleição de mais um homem para comandar o Poder Legislativo de Lucena reflete novamente na fraqueza do objetivo central do gênero feminimo, que não é a busca de privilégios, mas a garantia de direitos equivalentes, dignidade e autonomia.
As divergências no sufrágio eleitoral entre as cinco vereadoras (Fabiana da Estiva, Débora da Maria Rita, Josefa dos Santos, Andréa de Zé de Basto e Renata Dornelas) elevam mais uma vez o carater machista de governar.
Embora representem mais de 52% do eleitorado brasileiro, as mulheres ocupam menos de 18% das cadeiras no Congresso Nacional e em vários estados brasileiros. Especialistas apontam que uma democracia onde a maioria da população não se vê representada no poder é uma democracia incompleta. Em Lucena, pelo que se sabe, esta é a primeira vez que o Poder Legislativo tem mais mulheres do que homem representando a sociedade.
Por Marcos Lima