O salário mínimo poderá chegar a R$ 1.741 em 2027, segundo projeção apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Se confirmado, o novo valor representará um aumento de R$ 120 em relação ao piso atual, de R$ 1.621, uma alta de aproximadamente 7,4%.
A estimativa ainda não é definitiva. O valor final será calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro de 2026. Por isso, a quantia projetada pelo governo poderá sofrer alterações.
Pela regra atual, o reajuste do salário mínimo considera a inflação medida pelo INPC e um ganho real de 2,5%, dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
O aumento tem impacto direto na renda de milhões de brasileiros, já que o salário mínimo serve como referência para diversos benefícios e pagamentos, entre eles aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial.
A contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs) também é influenciada pelo valor do salário mínimo.
Para trabalhadores e beneficiários que recebem o piso nacional, um reajuste acima da inflação representa aumento real da renda e pode ampliar o poder de compra, especialmente entre as famílias de menor renda.
Por outro lado, o aumento também provoca impacto nas contas públicas. Isso ocorre porque uma parcela significativa dos benefícios previdenciários e assistenciais está vinculada ao salário mínimo. Assim, quanto maior o reajuste, maiores tendem a ser as despesas do governo.
Orçamento de 2027
A previsão de R$ 1.741 deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que o governo deve encaminhar ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
O valor definitivo do salário mínimo deverá ser conhecido no final de 2026, após a divulgação do INPC de novembro.
Se a projeção atual for confirmada, o novo salário mínimo de R$ 1.741 começa a valer em janeiro de 2027.