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Raça Negra estreia no São João de Campina Grande com show marcado por falhas no som, invasão de fã ao palco e crítica a artistas com letras ofensivas: ‘Estão para atrapalhar’

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No primeiro show da banda no palco principal do Parque do Povo, problemas técnicos marcaram a apresentação, um fã invadiu o palco e o vocalista Luiz Carlos criticou artistas por letras ofensivas e falta de respeito com o público.

O grupo Raça Negra estreou no São João de Campina Grande na noite desta quinta-feira (3) em uma apresentação marcada por imprevistos. Houve falhas no som no início e no fim do show, um fã invadiu o palco durante uma das músicas mais conhecidas da banda, e o vocalista Luiz Carlos ainda aproveitou uma entrevista após a apresentação para disparar contra novos fenômenos da música brasileira, criticando letras com ofensas e a falta de respeito com o público.

“Estão aqui só para atrapalhar e quem contrata é pior do que eles, porque sabem que [o artista] vai falar palavrão. Se divide em dois blocos: esse bloco da música popular brasileira hoje eu não gosto. É voo de galinha, não voa muito alto não”, disparou Luiz Carlos.

A fala forte do vocalista Luiz Carlos aconteceu após o show, em entrevista ao g1, quando o cantor foi questionado sobre o resgate de músicas nos anos 1990. Na ocasião, o vocalista aproveitou para disparar sobre os artistas que sobem no palco e que desrespeitam a integridade do público, com o uso de palavras de baixo calão.

“Sabe o que eu acho, sinceramente, não digo o forró, pois o forró já tem a sensualidade dele, é natural, as pessoas estão acostumadas, você não vê o cara falando besteira, palavrões nas letras, mas hoje não existe respeito, então paga-se por isso. Nenhum deles vai conseguir ter uma carreira longa, porque eles deformam nossas crianças, falam besteira, e a gente fica triste, porque a música popular brasileira merece muita gente melhor que isso”, disse Luiz Carlos.

Vocalista Luiz Carlos, do Raça Negra, em entrevista ao g1 no São João 2025 de Campina Grande — Foto: Erickson Nogueira/g1

Vocalista Luiz Carlos, do Raça Negra, em entrevista ao g1 no São João 2025 de Campina Grande — Foto: Erickson Nogueira/g1

A noite do grupo Raça Negra também foi marcada por um momento inusitado. Um fã pulou a grade de proteção e invadiu o palco justamente enquanto a música “É Tarde Demais” era interpretada pela segunda vez. Os seguranças rapidamente intervieram, mas o homem, que queria entregar um presente ao vocalista Luiz Carlos, foi acolhido. O cantor o abraçou, aceitou um colar que ele trazia e ainda permitiu que cantasse um trecho da música no palco. Em seguida, o fã foi retirado pelos seguranças, e o show seguiu normalmente.

Fã invade palco e entrega colar para Luiz Carlos, vocalista de Raça Negra, em Campina Grande — Foto: Reprodução/Sua Música

Fã invade palco e entrega colar para Luiz Carlos, vocalista de Raça Negra, em Campina Grande — Foto: Reprodução/Sua Música

O show do grupo Raça Negra ainda contou com um imprevisto maior. O grupo teve um atraso de 40 minutos para iniciar o show e, segundo o vocalista Luiz Carlos ao g1 após o show, a logística de viagem entre o Acre e a Paraíba fez com que o show em Campina Grande tivesse atraso.

“Não dá tempo [cantar todas as músicas], primeiro porque a gente chegou atrasado, estávamos em Cruzeiro do Sul [Acre]”, explicou Luiz Carlos.

Além do imprevisto da logística, o grupo Raça Negra ainda teve que lidar com mais um imprevisto no palco: falhas no microfone. Luiz Carlos começou o show em Campina Grande e o microfone do cantor parecia estar desregulado, fazendo com que as duas primeiras músicas do show, “É tarde demais” e “Sozinho” tivessem mais o público cantando do que o artista.

O problema com o microfone voltou a acontecer na última música do show de Raça Negra. Enquanto Luiz Carlos finalizava a música “Cheia de Manias”, o áudio do microfone sofreu uma interrupção. Essa interrupção, que durou cerca de 27 segundos, não foi explicada se por uma interrupção provocada, haja visto que o cantor já estava ultrapassando o horário do artista seguinte a subir no palco – Núzio Mudeiros -, ou se, de fato, um problema técnico.

No meio da interrupção, um áudio na transmissão oficial do evento vazou, com alguém explicando: “a banda está tocando de fone e não se ligou que parou”. Após 27 segundos de interrupção, o áudio do microfone voltou e o vocalista Luiz Carlos encerrou imediatamente o show dizendo: “sejam felizes, aproveitem a vida para ser feliz. Até a próxima vez, se Deus quiser. Show”.

Raça Negra no São João 2025 de Campina Grande — Foto: Jucelio/Divulgação

Raça Negra no São João 2025 de Campina Grande — Foto: Jucelio/Divulgação

O show do grupo Raça Negra em Campina Grande foi marcado pela nostalgia. Mesmo com os imprevistos, o vocalista Luís Carlos comandou um show que foi marcado por sucessos da trajetória do grupo, como “Cigana”, “É tarde demais”, “Cheia de manias”, “Jeito felino”, “Maravilha” e “Me leva junto com você”.

Mesmo sendo a primeira vez no palco principal do Parque do Povo, no São João de Campina Grande, Luíz Carlos fez questão de relembrar suas raízes no Sertão paraibano. A avó do vocalista nasceu em Piancó e Luiz destacou a conexão afetiva que tem com o Nordeste e o quanto se sente em casa ao cantar para o público paraibano.

“Eu sei a capacidade das pessoas de cantar, de se entregar, e a gente tem a sorte de poder misturar [o samba] com um ritmo que eu adoro. Eu fui criado no Nordeste, forró é comigo mesmo. Eu adoro esse ritmo que foi feito aqui. Para mim é legal para caramba porque eu chego aqui, eles [público] não economizam, não deixam de cantar. Estou na minha terra, meu avô é de Piancó…eu interpreto assim, [quando] chego aqui, eu voltei para casa, fecho o olho e vou embora.Isso é gostoso”, finalizou o vocalista.

Fonte – G1PB

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