O presidente da Câmara Municipal de Lucena, vereador Mersinho da UP é mesmo uma pessoa exótica, pra não dizer, “desequilibrada”. Depois de atropelar uma jovem na noite de quarta-feira (4), em Ponta de Lucena com sintomas de embriaguês alcoolica, ser detido no local pela Polícia Militar e depois conduzido à Delegacia de Polícia Civil em Santa Rita, onde permaneceu por algumas horas, ele, na manhã desta sexta-feira (6), usou a tribuna do Poder Legislativo e deixou a entender que “tudo que ocorreu com ele, foi culpa da gestão do prefeito Léo Bandeira e da Imprensa”.
“A partir de agora quem vai fazer a comunicação da Prefeitura Municipal de Lucena será o vereador Mersinho da Up”, disse ele em tom raivoso devido a grande repercussão que teve aos fatos causados por ele. Na tribuna, o presidente-vereador admitiu o erro e disse que tudo é um aprendizado e prometeu não praticar atos que desabone sua conduta.
Logo após o término da sessão legislativa, Mersinho da Up compareceu à Delegacia de Polícia, em Lucena, para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

DOS FATOS
Mersinho da UP foi parar na Delegacia de Polícia Civil em Santa Rita, na noite desta quarta-feira, dia 4. Com sintomas de embriaguês alcoolica, o vereador pilotando um quadriciclo, atropelou a jovem Ellen Raily Pimentel de Oliveira, 21 anos, que retornava da academia. A jovem foki encaminhada com várias escoriações pelo corpo para o Hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa.
O vereador foi detido no local da ocorrência, se negou a fazer o bafômetro e foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil em Santa Rita, onde ficou detido por várias horas e, mais uma vez se negou a fazer o bafômetro. Foi ouvido e liberado. Vai responder judicialmente.
Esta não é a primeira vez que o vereador Mersinho da UP se envolve em confusão devido ingerir substancia quimica licita (alcool). Recentente, em um bar também em Ponta de Lucena, de propriedade do comerciante Arinho, ele saiu às tapas com um comerciante, chegando, depois, a fazer as pazes.
No Carnaval de 2025, ele também foi conduzido à Delegacia de Polícia por pertubação sonoro, tendo, inclusive, equipamentos de som apreendidos. Neste caso, ele chegou a responder um TCO – Termo Circunstanciado de Ocorrência e, para o processo não seguir, fez um acordo com o Ministério Público de efetuar pagamentos a uma Organização Não Governamental (ONG).
Por Marcos Lima