O cerco está se fechando e a qualquer momento, uma “bomba” está prestes a explodir envolvendo mais uma vez dirigentes das duas Colônias de Pescadores existentes no município de Lucena. Essa explosão, que deverá ficar na história, deverá ter sua atenções também dobradas a outras colônias do litoral norte paraibano.
Tudo isso está relacionado com o escândalo envolvendo o INSS, quando, os principais dirigentes e representantes dos pescadores em todo o país, são alvos da Polícia Federal, alguns, inclusives, ja chegaram a ser presos.

No caso da Paraíba, Juscelino do Peixe (Juscelino Miguel dos Anjos), advogado e político paraibano, filiado ao Republicanos e suplente de deputado estadual, chegando a assumir o mandato na ALPB em 2023, aliado político de Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, foi no mês de novembro passado, alvo de uma operação da PF sobre fraudes previdenciárias, envolvendo sua esposa, vereadora em Sapé, e entidades da pesca.
Juscelino tem dado suporte, ao longo dos anos, às Colônias de Pescadores de Costinha e Lucena e outras existentes na Paraíba. Foi tambémm o responsável pela concessão da Medalha Epitácio Pessoa, pela Assembléia Legislativa da Paraíba, para o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores e Aquicultura (CBPA), Abrão Lincoln Ferreira da Cruz.

Abraão Lincoln Ferreira, foi preso recentemente por falso testemunho ao fim de seu depoimento à CPMI do INSS, no Senado Federal. Depois das arguições dos parlamentares, o relator da CPMI, senador Alfredo Gaspar, requereu a prisão em flagrante do depoente.
Segundo o relator, Lincoln mentiu sobre o motivo de sua saída da direção da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA) — ele declarara que tinha renunciado ao cargo, quando na verdade tinha sido afastado como medida cautelar — e “negou por meio do silêncio” conhecer Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, mas admitiu o vínculo ao responder a outras perguntas.
Lincoln também teria mentido sobre a natureza de sua relação com Gabriel Negreiros, tesoureiro da CBPA, e sobre o alcance da procuração passada a Adelino Rodrigues Junior.
— Adelino tinha amplos poderes para movimentar recursos da CBPA, e, com esses amplos poderes, enviou R$ 59 mil para a esposa do procurador geral do INSS de então, Virgílio Antônio, e R$ 430 mil para João Victor Fernandes em espécie.
Em relação às Colônias de Pescadore, em Lucena, as suspeitas são de que muitos dos filiados ás entidades estariam com registros irregulares de pescadores, sendo beneficiados com recursos do governo federal, graças aos seus “”apadrinhados políticos”. A determinação do Ministério da Pesca (Governo FEderal) é que, toda suposta irregularidade seja investigada e apurada com rigor.
Por Marcos Lima