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Ponte do Futuro levará o nome de poeta nascido na cidade de Lucena.

Ponte Do Futuro Levará O Nome De Poeta Nascido Na Cidade De Lucena.

A “Ponte do Futuro”, obra faraônica do Governo do Estado que liga Santa Rita, Forte Velho e Lucena, levará o nome de “Poeta Américo Falcão”, em homenagem a pessoa mais ilustre nascida em Lucena, responsável por grandes obras literárias ao longo da histório deste município e da Paraiba.

Em ato já publicado no Diário Oficial do Estado na último domingo (9), o governador João Azevedo atendeu projeto de lei da Assembleia Legislativa da Paraíba e denominou de “Poeta Américo Falcão” a “Ponte do Futuro”, cujas obras estão em fase de adiantamento.

Ponte Do Futuro Levará O Nome De Poeta Nascido Na Cidade De Lucena.

Com a construção da Ponte do Futuro, o governador João Azevedo realiza um desejo antigo dos moradores desses municípios e, com a denominação de “Poeta Américo Falcão”, o governador reconhece a importância que sempre teve o “poeta do amor”, como ficou conhecido nacionalmente Américo Falcão.

Ponte Do Futuro Levará O Nome De Poeta Nascido Na Cidade De Lucena.
Poeta Américo Falcão

QUEM FOI AMÉRICO FALCÃO

AMÉRICO Augusto de Souza FALCÃO: Nasceu em 11 de fevereiro de 1880, à sombra dos coqueirais da belíssima praia de Lucena, no Estado da Paraíba; filho de Mariano de Souza Falcão e D. Deolinda Zeferina de Carvalho Falcão. Faleceu em João Pessoa, em 09 de abril de 1942. Casado, em primeiras núpcias, com D. Maria Eugênia de Alencar, tendo nascido dessa união uma filha que recebeu o nome de Marluce (nome inspirado no mar de Lucena: mar-luce). Ficando viúvo, em 1912, casou-se com D. Elvira Natália Fernandes, tendo nascido mais quatro filhos: João Leomax, Marlinda Augusta, Durvalina Lucemar e Maurisa.

Américo Falcão fez o curso primário em Lucena e os preparatórios no Lyceu Paraibano,

bacharelando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1908. Exerceu a advocacia por algum tempo e, a seguir, ingressou no serviço público e no jornalismo; dirigiu a Biblioteca Pública e o Arquivo do Estado; colaborou nos jornais da época, ao lado de Arthur Achiles, Carlos Dias Fernandes, Mathias Freire, Coriolano de Medeiros Álvaro de Carvalho e vários outros nomes de igual relevo. Colaborava, também, no jornal Nonevar “’Órgão do Amor, da Graça e da Beleza”, primeiro jornal de festa editado na capital e que circulava durante a Festa de Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade. Américo Falcão era o responsável pela coluna Croquis, onde eram perfilados, jocosamete, jovens da sociedade pessoense Opinião do acadêmico Humberto Nóbrega sobre Américo Falcão: “Era um artista nato. Sua arte não emergia das lágrimas de outros poetas, mas promanava daquela romântica Lucena, cheia de sussurros e gemidos do velho mar, agitada pelo “leque de coqueiros” eternamente beijada pelos lampejos do luar”. Américo Falcão compunha quadrinhas, sendo a mais conhecida:

“ Não há tristeza no mundo

Que se compare à tristeza

Dos olhos de um moribundo

Fitando uma vela acesa”

Obras publicadas:Náufrago, 1914; Visões de outrora, 1924; A rosa de alençon, 1928; Soluços de realejo, 1934; (dividido em três partes: Harmonias errantes, Visões praieiras e miragens idas).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALMEIDA, Horácio de.Contribuição para uma bibliografia paraibana.Rio de Janeiro: 1972.

LELIS, João. Américo Falcão, In: Revista da APL. João Pessoa, nº 03, João Pessoa: 1948-

NÓBREGA, HumbertoAugusto dos Anjos e sua época. João Pessoa: 1962.

Por Marcos Lima

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