O britânico Ivor Button se tornou o homem mais velho do mundo a andar sobre as asas de um avião REPRODUÇÃO: YOUTUBE/SWNS

Britânico de 95 anos se torna a pessoa mais velha a andar sobre as asas de um avião

Ivor Button superou o feito de Thomas Lackey que realizou o desafio nas alturas quando tinha 93 anos e 100 dias

Aos 95 anos, Ivor Button entrou para o livro dos recordes ao se tornar a pessoa mais velha do mundo a andar ao longo das asas de um avião durante o voo, uma modalidade conhecida como wing walking.

”Estou são! Eu não estava com medo. Eu estava mais preocupado em ficar com frio”, disse Button ao jornal britânico Wales Online após retornar ao solo.

O recorde anterior era de Thomas Lackey, que tinha 93 anos e 100 dias quando completou o desafio, em 2013.

A paixão de Button por voar começou cedo. Em 1932, aos 6 anos, seus pais o levou ao Circo Voador de Sir. Alan Cobham, onde ele teve a primeira experiência de voo, algo incomum para a maioria das pessoas naquela época. O britânico conta que ele e todos os presentes receberam 10 xelins, o equivalente hoje a R$ 3,04, para subirem em uma aeronave de cabine aberta.

“Eu era tão pequeno que não podia ver por cima da cabine, mas devia estar amarrado. Fiquei muito desapontado quando voltei para a escola no dia seguinte. Eles não acreditaram em mim, mas eu simplesmente adorei”, lembra.

Aos 14 anos, durante a 2ª Guerra Mundial, ele se juntou à tripulação de terra do aeroporto de Staverton, onde havia uma escola de treinamento de navegação. Lá, ele perguntou a um dos pilotos se poderia ir em um dos treinos e foi colocado na torre de armas.

Atualmente, pai de quatro filhos, avô de 17 netos e enteados, e bisavô de cinco bisnetos, Button tem um longo histórico nas alturas. Ele já praticou voo livre, balonismo e microlighting, uma aeronave de asas fixas e leves.

Nesta última experiência, ele levantou dinheiro para a Ataxia UK, instituição que ajuda pessoas com ataxia, uma condição que afeta a coordenação, o equilíbrio e a fala. Na maioria dos casos, não há cura e só os sintomas são controlados.

Fonte: R7