Integração é a saída: Em 2022, trabalhadores(as) sentirão o peso do preço dos transportes coletivos

*Edson Gomes

O ano de 2022 promete começar com piora nos índices inflacionários. Isso em decorrência do aumento nos preços do transporte coletivo, que segundo os empresários do setor, a atividade acumula perda de aproximadamente 40% desde que se iniciou a pandemia.

Diante destes custos, os municípios não irão recepcionar sozinhos esses custos e repassarão aos consumidores em forma de taxa. Com o aumento dos transportes públicos acima da média inflacionária e salários defasados, os trabalhadores sentirão a diminuição do poder de compra dos seus salários. Essa nova realidade será um desafio às associações e lideranças comunitárias que lutarão para que não haja o aumento das passagens de coletivo.

Outros componentes que compõem os transportes coletivos, como os aplicativos de mobilidade, vão ajustar seus preços para continuar no mercado, fazendo um movimento em cadeia, atingindo como sempre os mais pobres. A classe média já sente o preço dos repetidos aumentos dos combustíveis, o que empurrará mais gente a fazer uso de ônibus e outros meios de transporte.

Sem uma política de precificação dos combustíveis que leve em conta a população, a Petrobras continuará com seus ajustes de preço, deixando ainda mais caros o valor das passagens. Como o Brasil não tem um modal de transporte de massa sobre trilhos, resta apenas ônibus e os aplicativos de mobilidade, este último, inviável para os trabalhadores assalariados.

A saída para os trabalhadores (as) pode está na luta pela implantação de um eficiente sistema de integração, com diversos portos de integração espalhados em vários bairros da capital, permitindo uma maior capilarização da malha de transporte público e uma maior cobertura, permitindo que os trabalhadores e trabalhadoras cheguem ao seu local de trabalho com um bilhete único.

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EDSON GOMES – Colunista, policial militar do Estado da Paraíba e auxiliar de enfermagem