Campanha incontestável, mas futebol de segunda

Por Carlos Vieira

A Copa do Mundo de 2022, no Catar, é aguardada com muita expectativa, tendo em vista que os árabes prometem dar um show de organização que pode servir de modelo para outros países. Antecipadamente, o Brasil já garantiu o seu passaporte para participar da competição antes mesmo de terminar as eliminatórias sul-americanas, a exemplo das seleções da Alemanha, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Espanha, França, Inglaterra, Sérvia, Suíça e Holanda.

Em 21 edições de copas, a seleção brasileira se fez presente em todas elas, mostrando a sua força no futebol. Até o tricampeonato mundial, dava gosto ver uma apresentação em campo da equipe canarinho, que encantou o mundo com um futebol refinado que enlouquecia até mesmo os torcedores adversários. Foram mais dois títulos depois do tri até agora, mas praticando apenas um futebol competitivo, sem brilhantismo.

Voltando às eliminatórias sul-americanas, vale destacar a ótima campanha da seleção brasileira, invicta por sinal, com 11 vitórias e dois empates em 12 jogos, faltando ainda cinco partidas para o encerramento da competição. É uma marca incontestável de fazer inveja a qualquer torcedor, por mais exigente que seja.

No entanto, devemos analisar o nível técnico da competição, que deixou muito a desejar. Com exceção de Brasil e Argentina, que apresentaram um melhor futebol, as outras seleções estiveram abaixo do que era esperado, principalmente Uruguai, Equador, Colômbia, Peru e Chile.

Apesar campanha, o time comandado por Tite não apresentou um futebol que inspire confiança à torcida para conquistar a copa. Em muitos jogos, vimos uma seleção desorganizada, sem esquema de jogo e variações de jogadas, um bando em campo, levando muitos torcedores a cochilarem nas arquibancadas por conta das exibições ruins dos jogadores.

A campanha da seleção nas eliminatórias é incontestável, mas o futebol apresentado é de segunda ou terceira categoria. Algumas convocações de Tite durante a competição foram questionadas, pois vários jogadores não merecem vestir a camisa amarelinha. Falta um ano para o mundial de 2022, mas a desconfiança continua sobre o treinador, que fracassou na Copa de 2018, na Rússia, quando o Brasil foi eliminado pela Bélgica nas quartas de final.

COM A MÃO NA TAÇA

Faltando apenas cinco jogos para o fim do Campeonato Brasileiro deste ano, tudo leva a crer que o Atlético Mineiro finalmente vai conquistar o segundo título da competição após 50 anos de espera, quando foi campeão pela primeira vez. Com 71 pontos na liderança e oito de diferença do segundo colocado, o Flamengo, o Galo segue firme em busca do bicampeonato e só uma urubaca das grandes pode atrapalhar a tão esperada festa pela sua apaixonada torcida. Minas Gerais vai tremer quando esse dia chegar!                            

MAIS UM FRACASSO

O acalentado sonho da torcida ver o Botafogo da Paraíba disputando a Série B do Campeonato Brasileiro foi por água abaixo. O Belo, como é carinhosamente chamado, mais uma vez fracassou diante do Ituano, o mesmo time que o eliminou da Série C em 2003, e vai novamente disputar a mesma competição em 2022. Todos esperam que a diretoria botafoguense tome vergonha mais uma vez e procure formar um time competitivo e evitar novo vexame, porque os torcedores estão cansados da formação de tantos times medíocres.

___________________________

CARLOS VIEIRA – Jornalista Profissional, Colunista, Cronista Esportivo e Editor Setorial do Jornal A União