DIAS CONTADOS – Veja como Fintechs, Bancos Digitas e Novas Tecnologias de Transferências e Pagamentos podem aposentar as “Casas Lotéricas”

*Por Edson Gomes

Durante os anos de 2000 e 2003, o Banco Central permitiu através de resoluções a criação dos chamados Correspondente Bancário, tipo: Lotéricas – Caixas, Mais BB, Pague Fácil e muitos outros, que tinha como principal objetivo “promover a inclusão financeira” e facilitar a vida dos usuários, sobretudo nos pagamentos das principais contas. Nos anos seguintes, os principais bancos mantiveram a quantidade de agências bancárias relativamente estáveis, ao passo que o número de correspondentes se manteve em crescimento, atingindo o ápice de cerca de 160 mil pontos em 2012.

Essa modalidade de investimento, foi economicamente viável e algumas marcas, eram os olhos da menina do Brasil, como as “Lotéricas” proporcionando aos seus proprietários altos retornos financeiros, sobretudo por ter uma carta de serviços que iam além dos serviços bancários se completando com as apostas de mais variados seguimentos.

Atualmente, estes serviços estão enfrentando uma crise imposta pelas tecnologias digitais, sobretudo com o aparecimento das tecnologias de transferência (Pix), pagamento digitais através de QR code e Código de Barras, além de quando se tratar de transações mais robustas, tecnologias mais avançadas como Blockchain e criptomoedas.

O cenário pandêmico acelerou o processo de criação dos bancos digitais, instituição financeira onde os clientes podem fazer tudo pelo aplicativo ou site, sem precisar ir até uma agência física, funcionando 100% digitalmente. Serviços que pode ser feitos pelos smartphones (celular) como a abertura de uma conta, até o pagamento de uma fatura por meio do QR code, bastando para isso apenas alguns clicks.

Assim, temo a reengenharia do setor bancário/financeiro como atrativo aos clientes e um apelo de marketing muito forte, introduzindo no mercado, sobretudo os mais jovens, a se tornarem clientes do Inter, Nubank, PagSeguro, C6 Bank, BS2, Digi+, Agibank, Next, Superdigital, entre muitos outros.

Nesta corrida, os grandes bancos também entraram para competir e criaram sua constas digitais, levando aos investidores de “Correspondente Bancários” a reduzir suas receitas e, como empreendedores, buscar novos caminhos para sobreviver no mercado. Neste aspectos, não vejo vida longa as chamada “casas lotéricas” e, da maneira que o mercado de fintechs se comportam, os correspondentes bancários estão com os dias contados.

____________________________

EDSON GOMES –  Colunista, auxiliar de enfermagem e  policial militar do Estado da Paraíba

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *