Ao ‘Bem, Amigos’, Petrúcio Ferreira revela trabalho mental para superar lesão e obter medalhas em Tóquio

No Japão, Petrúcio Ferreira conquistou medalhas de ouro e bronze

Atleta paralímpico mais rápido do mundo, Petrúcio Ferreira foi o convidado do “Bem, Amigos!” desta segunda-feira. Após retornar das Paralimpíadas de Tóquio, o atleta falou sobre a jornada que lhe rendeu duas medalhas, uma de ouro, nos 100m, e outra de bronze, nos 400m. Ambas conquistadas na classe T47 (para atletas com deficiências nos membros superiores).

Questionado sobre a lesão muscular que sofreu seis dias antes dos Jogos, Petrúcio destacou a importância do trabalho mental realizado antes das provas para, mesmo contundido, chegar às medalhas.

Petrúcio Ferreira comemora com chapéu de couro e bandeira do Brasil o título dos 100m T47 — Foto: Wander Roberto /CPB @wander_imagem

Petrúcio Ferreira comemora com chapéu de couro e bandeira do Brasil o título dos 100m T47 — Foto: Wander Roberto /CPB @wander_imagem

– Tive que enfrentar o medo de não conseguir entrar na prova. Tive trabalho com a minha psicóloga, Raquel, para focar no que tinha que fazer na prova. Cheguei com objetivo de tentar melhorar meus resultados. Chegando lá, acontecendo isso (lesão), acabei mudando a trajetória – contou Petrúcio.

 

– Tentei entrar na prova para buscar a medalha. Eu sei que tinha o risco de entrar na prova e não finalizar a prova. Mas, durante seis dias, fiz fisioterapia intensiva, trabalhando o máximo para recuperar o que pudesse o músculo, para chegar na prova. Eu tinha que mentalizar o que tinha que fazer na prova. Não fiz uma boa largada, premeditada, para não irritar o músculo, para não haver uma reabertura da lesão. Foi um trabalho que a gente fez e eu tive que mentalizar. Apesar de que 100 metros é muito curto e nem tem tempo para pensar, tem que pensar tudo antes de entrar na prova – emendou.

Fonte: globo.com

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