PÓS SETE DE SETEMBRO: A falsa greve dos caminhoneiros e os ataques a democracia

*Por Edson Gomes

Após os atentamos contra as instituições que representam os pilares da democracia, STF e Congresso, proliferado no Sete de Setembro por apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro, seus aliados mais próximos não pararam e continuaram em suas investidas antidemocráticas.

Tentam agravar o caos que o país vive, como se não bastasse a desordem econômica empurrando a inflação para cima, puxada pela alta dos preços do gás de cozinha, gasolina e diesel, uma falsa greve de caminhoneiros, possivelmente iniciada por um grupo de caminhoneiro com o patrocínio do agronegócio ligado ao bolsonarismo, conhecido com Lockout (greve de empresário) vem ameaçando o país.

Na pauta destes caminhoneiros (atuais grevistas) não há qualquer reivindicação a diminuição do combustível, vacina a população, melhoria das condições de trabalho ou manutenção do auxílio emergencial, apenas emergem o desejo de pelo voto impresso e o fechamento do STF e prisão de ministros, atos coberto com a manta da antidemocrática.

Vale salientar que Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), a Frente Parlamentar dos Caminhoneiros e Celetistas e outros sindicatos, não concordam com essa paralização e em nome de seus representados, entraram na Justiça Federal com um pedido de indenização “por danos patrimoniais e extrapatrimoniais ou morais” desde as vésperas das manifestações deste 7 de setembro”.

O que se assiste é a vontade deliberada pela instauração de um golpe que feche o congresso e destitua no STF, tornando o poder executivo uno e mandatário, sem qualquer obediência a sistema de pesos e contra freio criado pela Constituição de 1988 e que serve para solidificar nossa democracia.

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EDSON GOMES – Colunista, técnico de enfermagem, policial militar do Estado da Paraiba e escritor

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