História dos serial killers no Brasil

Por Carlos Vieira

Milhões de brasileiros só conhecem a história ao vivo de um serial killer no cinema, assistindo um filme policial, que sempre reserva cenas de suspense e muito mistério. Confesso que faço parte desses espectadores, pois também só conheci assim a lenda de um assassino em série, que amedronta e causa terror por crimes hediondos.

No entanto, o Brasil tem muitas histórias sobre esse tipo de criminoso. Foi exatamente em 1927 que o país conheceu o seu primeiro serial killer, José Augusto do Amaral, mais conhecido por Preto do Amaral, nascido em 1871. Ele era filho de escravos e praticou uma
série de crimes em São Paulo.

Um dos casos mais conhecidos e que causou grande temor na população brasileira foi o de Francisco de Assis Pereira. Em 1998, ele ficou conhecido como “Maníaco do Parque” após uma série de assassinatos com o mesmo requinte, o que define um serial killer. Ao todo, sete mulheres foram mortas; eram encontradas ajoelhadas, com sinais de violência sexual e mordidas, sempre na região do Parque do Estado, em São Paulo. Ele foi preso em 5 de agosto de 1998 e condenado a 284 anos. Hoje, está preso na Penitenciária de Iaras, no interior paulista.

Considerado o maior assassino em série do Brasil, Pedro Rodrigues Filho, o “Pedrinho Matador”, assumiu a autoria de mais de cem assassinatos. A maioria companheiros de prisão. Depois de 42 anos preso, hoje ele está em liberdade e se tornou comentarista de crimes em um canal do Youtube.

Quem não lembra de Marcelo Costa de Andrade, apelidado de “Vampiro de Niterói”, que matou 14 meninos que tinham entre 5 e 13 anos e abusou sexualmente de seus cadáveres, em Niterói, no Rio de Janeiro, entre abril e dezembro de 1991. Ele recebeu o apelido depois que disse que lambeu o sangue da cabeça de uma de suas vítimas. Marcelo foi considerado como retardo mental e por isso irresponsável pelos seus crimes. Ele foi internado em um hospital psiquiátrico onde permanece até hoje.

Em 2015, Goiânia foi aterrorizada por Thiago Henrique Gomes da Rocha, o “Maníaco de Goiânia”. Durante um passeio de moto, o criminoso escolhia suas vítimas, a maioria mulheres, homossexuais, pessoas em situação de rua e travestis. Ele foi condenado a 600 anos de prisão pela morte de 39 pessoas entre 2011 e 2015.]

A crueldade também marcou a vida de Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, conhecido pelo “Caso dos Meninos Emasculados”, que é acusado de matar e mutilar 42 meninos entre os anos de 1989 e 2004 no Maranhão e no Pará. As vítimas eram garotos com
idades entre quatro e 15 anos. Ele foi condenado a mais de 400 anos de prisão. Os taxistas também tiveram a sua vida atormentada por um serial killer. AnestorBezerra de Lima foi preso em 2004 e condenado a 254 anos de prisão, acusado de matar mais de 10 profissionais do volante, todos com um tiro na cabeça. Os crimes aconteceram em Minas Gerais, São Paulo e Rondônia.

Não para por aí as atrocidades. Em março de 2010, Marcos Antunes Trigueiro foi preso debaixo de sua cama, no barraco de fundos do número 51 da Rua Equador, no Bairro Industrial, em Contagem-MG. O psicopata violentou e estrangulou cinco mulheres na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A polícia colocou atrás das grades o serial killer mais procurado de Minas Gerais naquela década. Ele foi condenado a 210 anos de prisão.

Por fim, a trajetória de Lázaro Barbosa, de 32 anos, apelidado de “serial killer do DF”. Após 20 dias de buscas, ele foi morto no dia 28/06/2021, em Goiás, acusado de matar a família Vidal. A caçada mobilizou mais de 270 policiais de diferentes corporações e o criminoso deixou a polícia desnorteada por conta das suas peripécias nas matas goianas. Lázaro é acusado de outros crimes e causou temor na Bahia, no Distrito Federal e no entorno. O caso repercutiu em todo o Brasil e deixou a polícia em baixa, porque serviu de chacota na mão do criminoso até ele ser morto.

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CARLOS VIEIRA – Jornalista, colunista e editor setorial do Jornal A União

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