O Milagre da Forca

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Por Carlos Vieira

A Paraíba tem se notabilizado no Brasil e no mundo por revelar escritores talentosos que deixaram os seus nomes registrados na história universal. Logo de cara vou citar apenas três entre tantos outros que revolucionaram a literatura, pela grandeza de suas obras: José Américo de Almeida, José Lins do Rego e Augusto dos Anjos, que dispensam comentários.

Dessa nova geração de escritores talentosos que surgiram na Paraíba, abro mais uma vez um parêntese para falar de um nome que se destaca no mundo literário:  trata-se de Tarcísio Neves, um velho conhecido da imprensa paraibana, que realizou um excelente trabalho nos jornais O Norte e A União. Neste último, foi Editor de Esportes, tendo revolucionado a área com matérias extraordinárias.

Além de O Norte e A União, Tarcísio também trabalhou nos jornais O Globo, Última Hora e revista Fatos, onde escreveu grandes reportagens. Foi o primeiro repórter brasileiro a pisar na Ilha da Trindade, onde fez uma reportagem histórica, que culminou no livro Trindade, a Ilha Maldita, de grande sucesso.

Na sua trajetória como escritor, Tarcísio Neves já escreveu quatro livros – Trindade, a Ilha Maldita, Lobos do Sertão, A 13ª Regra de Ouro para o Sucesso e O Milagre da Forca, obras de grande repercussão nacional e que foram muito bem aceitas pela crítica por conta do trabalho maravilhoso.

Dos quatro livros do autor, faltava apenas comentar sobre o romance O Milagre da Força. Tarcísio usa uma linguagem coloquial de fácil compreensão, que faz qualquer um discorrer sobre a leitura até o final. Recomendo a todas as pessoas que gostam de boa leitura a ler essa maravilhosa obra.

Falando especificamente sobre o livro, o escritor conta a história de um homem que se assemelha à de muitos outros por esse Brasil afora. Filho de um fazendeiro abastado, o rapaz levava uma vida desregrada, sem responsabilidade, compromisso, trabalho, deveres. Nada de bom e valioso, indispensáveis a qualquer pessoa, ele enxergava, mas apenas fazer uso da fortuna do pai em benefício próprio e para sobrepor a quem estivesse à sua frente.

Para demonstrar bem o caráter de Rodolfo Nassau, personagem principal do livro, transcrevo um trecho desse grande romance: “O jovem Nassau era um rapaz rebelde, intransigente, teimoso e arrogante. Tirava proveito da sua fortuna para humilhar as pessoas e tentar trazer sob os seus pés o domínio da cidade onde nascera”.

Na obra, Tarcísio discorre com riqueza de detalhes as mais diferentes fazes da vida do jovem Rodolfo Nassau, que imaginava que podia dominar o mundo e as pessoas com dinheiro. O personagem transformou vida dele e a de seus país num inferno, até chegar ao fundo do posso, virando morador de rua. O capítulo final do livro reserva um grande mistério, e Nassau é salvo pelo gongo. Vale a pena conferir a leitura!

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CARLOS VIEIRA – Jornalista, cronista esportivo e editor setorial do Jornal A União

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