COPA DA DISCÓRDIA – Interferência política na CBF, Crise Sanitária e a Judicialização podem fazer o Brasil suspender os jogos

Por Edson Gomes

Num cenário de incerteza, segue as diversas opiniões sobre a realização da Copa América no Brasil em 2021, depois de outros países sede desistirem da competição devido à crise sanitária provocada pelo avanço da pandemia, o Brasil se ofereceu para sediar, mas as autoridades não se entendem quanto a sua realização.

Ao certo se sabe que a CONMEBOL, embora tenha recebido do Brasil a oferta, ainda não se decidiu, isto porque o Brasil, além da crise sanitário, um acumulado de mais de 465 mil mortos pela Covid-19, e escândalos que em volve a Confederação Brasileira de Futebol – CBF, enfrenta a resistência de jogadores da Seleção Brasileira, a possível substituição do Técnico da Seleção Brasileira, o Tite, por interferência política, e a não aceitação da maioria da população que não aceitam os jogos no Brasil.

Já no cenário político a situação só tende a piorar as vésperas do campeonato, com a CPI da Covid-19 pedindo explicação a Ministro da Saúde em audiência pública, o afasta mento do presidente da CBF e as possíveis interferências do Governo na CBF para pressionar a substituição do técnico da Seleção Brasileira por um aliado do governo.

Para finalizar o clima insatisfatório, ações judiciais chegaram ao Supremo Tribunal Federal – STF com objetivo de barrar os jogos, já com pedido de explicações ao governo por parte do relator, e nas últimas horas, diversos procuradores de estados, também vão questionar judicialmente a realização dos jogos em seus estados.

Até o momento não há uma explicação plausível a população das reais vantagens que o Brasil teria em sediar estes jogos, o governo não apresento os benefícios que os levou a se oferecer para sediar o campeonato. No entanto, todos são unanime em dizer que os jogos têm um potencial em aumentar a transmissão do vírus no país, além de poder trazer novas cepas virais com as movimentações das delegações vidas dos países participantes para o Brasil.

O que se percebe são que poucos lucrariam com os dividendos políticos da Copa América, em tese, somente o presidente da república e o presidente da CBF, ambos querem melhorar a popularidade. Aos demais, restariam um possível aumento dos números de contaminados e consequentemente dos mortos, e um possível aumento de demandas ao nosso já combalido sistema de saúde.

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EDSON GOMES – Colunista, enfermeiro e policial militar

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