Um verdadeiro Gol de Placa

“Pelé recebeu a bola de Dalmo na intermediária e driblou todos que encontrou pela frente. Na área, passou por Pinheiro e Jair Marinho e, com categoria, colocou a bola no canto direito do gol, não dando chance a Castilho. Com mais de 130 mil torcedores no estádio e mais de dois minutos de palmas, vendo o espetacular feito, o então jornalista esportivo Joelmir Beting solicitou uma placa para homenagear o gol histórico. Esse gol de Pelé foi o primeiro a receber tal homenagem, popularizando a expressão gol de placa.”

Como é do conhecimento de todos que acompanham o atual sofrível futebol paraibano, boa parte dos clubes participantes só conseguem disputar a nossa primeira divisão graças ao incentivo financeiro estatal Gol de Placa, criado em 2006 e que durante os anos vem mudando de nomenclatura e hoje é chamado de Esporte Total.

Também é do conhecimento de todos que os nossos espertos dirigentes de clubes não cumpriram as regras anteriores elencadas pelo estado e macularam a imagem de um programa de grande alcance social e esportivo para a nossa Paraíba.

É preciso que os nossos dirigentes, pessoas físicas, passageiras e meros mortais – apesar de uns se acharem imortais – respeitem e cumpram as regras do excelente incentivo governamental para não prejudicar os clubes, esses sim, pessoas jurídicas com caráter definitivo, com história e imortais aos olhos e coração do torcedor.

Aliás, acho eu – um simples e humilde amante do futebol paraibano – que o governo deveria exigir mais dos nossos clubes em contrapartida a esse sensacional e exclusivo incentivo ao futebol profissional, pois não há notícias da existência de similares em outros estados. Exigências essas que seriam bastante benéficas e de bons retornos aos próprios clubes envolvidos.

Como por exemplo de só ter direito ao benefício financeiro a agremiação que estiver disputando todas as competições oficiais das categorias denominadas de base, ou seja, os importantes e imprescindíveis campeonatos que formam os futuros atletas profissionais.

A obrigação dos clubes participantes do programa de manter um departamento de futebol amador feminino com planejamento, caráter permanente e disputando as competições oficiais do estado.

A observância por parte das agremiações em compor a sua comissão técnica, salvo o cargo de treinador, com profissionais residentes em nosso estado, ou seja, auxiliar técnico, médico, massagista, treinador de goleiros, analista de desempenho etc. Seria uma forma de aproveitar e prestigiar o nosso profissional que aqui nasceu ou oriundo de outros estados, mas que aqui criou e fincou as suas raízes.

Outro aspecto importante que poderia ser observado pelos clubes beneficiados com esse incentivo, que geraria repercussão na área econômica e financeira para a Paraíba seria o fato deles passarem a comprar o seu material esportivo de jogos e treinamentos com as empresas genuinamente paraibanas ou aqui instaladas.

Finalmente, que todos os clubes beneficiados com esse projeto estatal destinado ao futebol profissional da primeira divisão, a famosa elite do futebol, tenham obrigação com a construção ou reforma\ampliação do seu CT – Centro de Treinamento.

Quem sabe se com mais organização, seriedade, planejamento e contrapartidas obrigatórias por parte dos nossos clubes, em um futuro próximo o programa governamental volte bastante forte e um dia seja extensivo, com as devidas proporções, aos clubes da segunda e esfomeada divisão.

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