Perversidade materna

Ao longo dos anos, a sociedade brasileira tem presenciado uma série de crimes dos mais diversos envolvendo adultos e crianças. Daqueles menos violentos aos mais hediondos, com requintes de perversidade, barbaridade, crueldade. O cenário é desolador que deixa cidadãos incrédulos a perguntar como um ser humano é capaz de tamanha maldade.

No meio de todo esse cenário horripilante, surge aí a figura da mãe. Um ser doce, amável, sublime, carinhosa, cuidadora, protetora e tantos outros atributos. Para tristeza de muitas delas, filhos se envolvem em casos graves, colocando em xeque a paz e a tranquilidade de toda a família.

A partir do desdobramento desses casos, as mães passam a travar uma luta intransigente em defesa dos filhos que para elas são inocentes, até que provem o contrário. Um verdadeiro advogado criminal. Mas isso é a figura da mãe, que nunca vai deixar de agir assim enquanto existir um amor verdadeiro, intrínseco, capaz de qualquer coisa.

Avaliar a personalidade humana é algo que deixa psicólogos e psicanalistas com muitas dúvidas sobre um conceito. Por que algumas delas trocam o amor, o carinho, a fraternidade e a bondade pela frieza, covardia, perversidade, crueldade com crianças, tão doces, indefesas, desprotegidas? Teremos que rebuscar em Freud, o pai da psicanálise, uma resposta.

Na linha do tempo, vou relembrar alguns crimes de grande repercussão no país envolvendo crianças, mães e padrastos que abalaram a sociedade, pela forma cruel e covarde como foram praticados.

Bernardo Boldrini, 11 anos, desapareceu no município gaúcho de Três Passos em 4 de abril de 2014. O corpo dele foi encontrado dentro de um saco 10 dias após o desaparecimento. Nove anos após o crime, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou quatro pessoas por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, entre eles o pai e a madrasta do menino.

Em 29 de março de 2008, Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos, foi jogada do alto do edifício onde o pai, Alexandre Nardoni, morava com a esposa e madrasta da criança, Anna Jatobá, na cidade de São Paulo. Apesar de negar, o casal foi condenado pela morte de menina, em 2019. O pai pegou 31 anos de prisão, e a madrasta, 26 anos.

Rhuan Maycon, 9 anos, foi esquartejado pela mãe, Rosana Cândido, e por sua companheira Kacyla Pryscila, em 31 de maio de 2019, em Samambaia, região administrativa de Brasília. Rosana afirmou que sentia ódio de Rhuan e nenhum amor por ele. Ambas foram condenadas em novembro do ano passada a penas que superam os 60 anos de prisão.

O caso mais recente é o de Henry Borel, 4 anos, que foi espancado até a morte pelo padrasto e vereador doutor Jairinho, com a conivência da mãe dele, Monique Medeiros, que sabia que o menino era agredido, mas não tomou providências. O casal foi preso no dia 8 de março deste ano, no Rio de Janeiro, onde aconteceu o crime.

Como se vê, os casos envolvendo crianças são assustadores e deixam a certeza de que o ser humano tem mente diabólica. Quanta perversidade materna!

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