Viva o Confiança de Sapé

A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença,
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.

(Augusto dos anjos).

O nosso poeta maior, mundialmente conhecido e estudado, nasceu na cidade brejeira de Sapé, localizada bem próxima da capital. Foi ele quem deu visibilidade para aquele município mesmo tendo Augusto dos Anjos vivido e sido enterrado em terras distantes da nossa querida Paraíba.

Depois veio o fruto denominado de Ananás e por nós conhecido e apelidado por Abacaxi, que não só comandou a economia interna daquela cidade por muito tempo, como também passou a divulgar aquela urbe brejeira em vários países.

E como não poderia deixar de ser, a cidade de Sapé também desenvolveu os seus clubes de futebol, e entre vários times de futebol ali surgidos foi o Rubro-Negro Confiança Esporte Clube quem obteve maior destaque a nível estadual.

Em 1958, o Confiança Esporte Clube disputou pela primeira vez o campeonato paraibano de futebol, logo depois voltou a ser um time amador, disputando a competição local e realizando jogos amistosos com times profissionais, como o Treze, Campinense e Botafogo. Em 1974 ele conquistou a segunda divisão do estado.

Quando foi na década de 1990, o Rubro-Negro resolveu não só participar novamente do campeonato estadual como disputar o título, enfrentando os maiorais da capital e de Campina Grande; de igual para igual, conquistando enormes vitórias e sendo a sensação da competição.

No paraibano de 1996, o time da cidade do abacaxi montou um excelente time e ao término da competição ficou em terceiro lugar, depois do somatório de pontos do primeiro e segundo turnos. A sua torcida viveu aquele ano em festa e a nossa imprensa elogiou bastante aquela performance Rubro-Negra. Muitos passaram a elogiar as suas cores.

O melhor de tudo ainda estava por vir, tendo o empresário João Máximo Malheiros à frente do clube, o Rubro-Negro melhorou a equipe de 96 trazendo vários craques como Betinho, Cícero e tantos outros, e ao final do campeonato de 1997, o Confiança Esporte Clube sagrou-se campeão do estado. Um fato até hoje inédito para a cidade, inclusive garantindo a sua vaga para disputar a Copa do Brasil do ano seguinte, o que “inexplicavelmente” abdicou, repassando a sua grande oportunidade para o Botafogo da capital. Coisas que só acontecem no nosso futebol e que nem Freud explica.

Nos anos seguintes, o time deixou de participar do campeonato paraibano e voltou ao amadorismo, até a presente data, o que mostra a falta de seriedade e profissionalismo do nosso futebol; que vive de lampejos associados ao nome desse ou daquele presidente, que quando saí parece que leva ou desfaz o que construiu.

E olhe que com todo esse amadorismo, esse sobe e desce, foi o Rubro-Negro de Sapé quem revelou o grande zagueiro Durval, aquele que foi campeão em todos os times que defendeu, em especial o Sport, do Recife; o Atlético, do Paraná, e o Santos, de São Paulo.

Esperamos que os atuais dirigentes acordem e trabalhem com confiança e esperança para a volta triunfal do Confiança Esporte Clube aos gramados da Paraíba, enaltecendo ainda mais a terra do abacaxi e do nosso poeta maior.

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