Lisboa com as ruas vazias com medidas restritivas ANTONIO PEDRO SANTOS/EFE

Em meio a protestos, Portugal inicia toque de recolher

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Manifestações foram pacíficas em Lisboa e Porto. A partir deste fim de semana, estabelecimentos são obrigados a fechar às 13h

Mais de um terço dos municípios de Portugal, entre eles Lisboa e Porto, iniciaram neste sábado (14) o toque de recolher de fim de semana, que obriga o fechamento de quase todos os estabelecimentos e determina que as pessoas fiquem em casa a partir das 13h, em meio a protestos de diversos setores.

Empresários e trabalhadores de restaurantes, hotéis, lazer noturno, cultura e outros setores realizaram uma manifestação no centro de Lisboa, que coincidiu com o início do toque de recolher, para pedirem mais medidas para salvar a economia.

O protesto, que ocorreu um dia após uma manifestação similar acabar em tumulto no Porto, foi organizado pelo movimento “A pão e água” e reuniu centenas de pessoas na praça do Rossio, mas o clima permaneceu pacífico.

“Estão matando 100% dos restaurantes por causa de 3% dos contágios”, dizia um dos cartazes levados ao protesto.

A manifestação também coincidiu com um anúncio do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que prometeu uma ajuda de 1,1 bilhão de euros, sendo 500 milhões a fundo perdido, para a restauração, o que equivale a 60% do prejuízo do setor nos primeiros nove meses do ano.

Durante o protesto, a maioria dos bares, restaurantes e lojas fecharam às 13h e os últimos clientes voltaram para casa. A partir deste horário, e até as 5h do dia seguinte, os portugueses dos municípios considerados de alto risco só podem sair de casa para atividades essenciais, como trabalhar, ajudar idosos, ir ao médico, caminhar perto da residência e levar o cachorro para passear.

Ao longo desse período, só podem abrir consultórios médicos e veterinários, farmácias, funerárias, postos de gasolina e lojas de alimentos com um máximo de 200 metros quadrados, enquanto os restaurantes só podem trabalhar com entrega a domicílio.

Estas medidas afetam 114 municípios neste fim de semana, mas, no próximo, chegarão a 191 do total de 308.

Portugal, com cerca de 10 milhões de habitantes, superou neste sábado a marca de 6,6 mil casos de Covid-19 pelo segundo dia consecutivo, um recorde na pandemia, e 55 mortes em 24 horas. Ao todo, o país acumula 211.266 contágios e 3.305 óbitos.

“A situação da pandemia é muito grave”, avisou neste sábado o primeiro-ministro, António Costa, em mensagem de vídeo na qual pediu para que a população fique em casa e cumpra as medidas.

Costa defendeu que concentrar as restrições no fim de semana é “um mal menor”, que permite manter a atividade de segunda a sexta, quando o toque de recolher vai de 23h às 5h.

Fonte: r7.com

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